(Opinião) A política dos sanguessugas de dinheiro da Prefeitura


É evidente que a política é algo extremamente lucrativo em tempos atuais. Tal fato induz a diversos grupos empresariais a investirem cada vez mais em políticos de carreira de modo que estes ao serem eleitos passem a viabilizar as facilidades em certames licitatórios a tais grupos. E é justamente nesse ponto que inicia o processo de malversação e o locupletamento do empresariado financiador das campanhas eleitorais. É um ciclo vicioso!

Quando se trata da política interiorana o processo não muda muito. Elege-se aquele que possuir as melhores condições financeiras e o apoio de empresários locais. Logicamente que o fator emocional do eleitor típico do interior poderá ser um ponto diferenciador em todo o processo eleitoral. É comum falar-se que: "quando o povo quer tirar fulano do poder não há dinheiro que convença o contrário..."! "Ele pode é gastar que o povo engana-o no dia da votação..."! Sendo assim, evidencia-se que o eleitorado, em certos modos, e nas condições possíveis, não se inclina ao candidato que detenha o maior aporte financeiro. Há, de fato, uma relatividade nesse processo.

É comum a velha política do assistencialismo em que práticas como a liberação de cirurgias de risco, remédios mais caros, pagamentos de contas (luz, água, telefone e agora até mesmo da internet), dentre outras situações fazem com que o eleitor crie uma relação de vassalagem com o pretenso candidato.

Amigos eleitores, todas as benesses são feitas com o dinheiro público. Não se deixe enganar! São os recursos da Prefeitura que deveriam ser melhor investidos nas diferentes pastas pelo qual é composta a estrutura administrativa que é utilizado para fazer dos sanguessugas o santo "de barro". Não se engane, raramente algum político gasta dinheiro de seu patrimônio para ajudar alguma pessoa sem o devido interesse eleitoral.

Essa política suja, mesquinha, medíocre tem que acabar! Todavia somente com uma inovação dos quadros de políticos poderíamos ter sinais de melhora. Infelizmente, essa é uma realidade muito distante tendo em vista que boa parcela de eleitores não se preocupa com o futuro administrativo de sua própria cidade. Prefere sofrer e colher as amarguras de um gestor descompromissado em trabalhar em prol do desenvolvimento do município.

Enquanto isso os sanguessugas fartam-se com o dinheiro público, compram fazendas e mais fazendas, gados de corte, novos automóveis, constroem casas para parentes, enchem de luxos as amantes, adquirem jatinhos e assim vai... E o povo fica execrado, humilhado e passando necessidade. Seria o momento certo a mudanças ou somente  partir de 2020? Pense e reflita!

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Sobre Rárisson Ramon

Rárisson Ramon, de Ipu - CE de nascimento e criação, é acadêmico de direito, faz participações em rádio e é blogueiro.