(Opinião) O pecado do edil Adriano Melo é não reconhecer Sávio Pontes como líder político da oposição ipuense


A votação para escolha da "nova" mesa diretora da Câmara Municipal de Ipu onde quatro vereadores da bancada de oposição votaram no "continuísmo" de Zeca Rufino, irmão do Prefeito reeleito Sérgio Rufino, para mais um biênio na presidência do legislativo local, causou muita polêmica por parte dos ferrenhos partidaristas do grupo de oposição.

Nas redes sociais, os militantes do grupo Rochista não pouparam críticas aos vereadores considerados por alguns como "rebeldes". O fato ganhou mais corpo durante o programa político Fatos em Debate, comandado por Hélio Lopes na Rádio Regional de Ipu, através das duras críticas do suplente de vereador Chagas Peres e do universitário e militante político Elias Guilherme aos quatro edis da oposição que votaram no candidato da situação.

Interessante, que desses quatro, as críticas mais contundentes foram direcionadas ao vereador Adriano Melo (PV-Ipu). A oposição dividiu-se quanto as suas críticas e os mais ferrenhos até cogitam em deixar Melo em paralelo. Na percepção dos analistas políticos há o pensar que o grupo de oposição não quer mais ter Adriano Melo como aliado.

É notório que o grupo de oposição atravessa uma crise política, principalmente de liderança. E é justamente nesse ponto que o conflito ganha mais força. Adriano Melo não reconhece e nem muito menos aceita os comandos e ordens advindas de Sávio Pontes. Para Melo, o líder da oposição é Diego Carlos (PDT-Ipu), este detentor dos 11.098 votos da oposição, e não Pontes.


A questão é que o grupo de oposição em si é fiel a Sávio Pontes, pelo menos em tese, e naturalmente refuta esse pensar de Melo quanto ao líder natural do grupo. É evidente que Sávio e Adriano opõem-se quanto aos pensamentos políticos e dificilmente conseguem chegar a um acordo mútuo.

Tendo em vista que Diego Carlos não atuou quanto a organização estratégica dos 6 edis de oposição para a composição de chapa da mesa diretora da Câmara, era natural que Adriano Melo não acatasse um comando feito por Sávio. E por que Eduardo Ximenes, Ivo Sousa e Hilton Belém também não acataram e votaram em Zeca Rufino? Será se estão insatisfeitos com a liderança de Sávio Pontes? E por que só crucificam Adriano Melo? Qual o interesse de fazer de Adriano o vilão nesta história?

Entendemos que Melo é vítima nesse processo. O líder Diego Carlos não pediu que Melo votasse em A ou B. Desta feita o voto de Adriano obedeceu ao princípio democrático.
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Sobre Rárisson Ramon

Rárisson Ramon, de Ipu - CE de nascimento e criação, é acadêmico de direito, faz participações em rádio e é blogueiro.