Opinião acerca do comentário do radialista Hélio Lopes sobre os universitários de Ipu


Está repercutindo bastante o brado que o radialista Hélio Lopes fez durante o programa Fatos em Debate na edição de segunda-feira, dia 01 de março de 2016. Na ocasião, Lopes fez duras críticas a gestão do Prefeito Sérgio Rufino e no calor do momento usou de termos, ao nosso julgar infeliz, em relação aos universitários ipuenses. O renomado radialista disse que a época do prefeito Sávio Pontes os universitários sabiam fazer a maior arruaça no meio da rua e finalizou taxando os mesmo de "magote de covardes".

Sobre a polêmica cabe a frase atribuída ao filósofo Voltaire (1694-1778), que diz: "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo". A bem verdade é que a classe universitária de agora, digo de 2013 para cá, tendo sido caracterizada pela complacência em relação aos reclames em prol de melhoria a toda a classe. Concorda-se com tudo. As ações são insignificantes e poucos são os atores sociais que não se deixam intimidar e expõem-se no sentido de cobrar da atual gestão mais respeito aos estudantes de nível superior.

Se o estimado radialista Hélio Lopes afirmasse que os universitários de Ipu são covardes porque não realizam manifestações para cobrar melhores ônibus aos mesmos, porque não cobram dos vereadores uma emenda a Lei Orgânica de Ipu para tonar obrigatório ao município dispor transporte universitário com qualidade e segurança, porque se deixam serem humilhados por motoristas que estão mais preocupados em receber os dois reais de contribuição do que tratar com respeito aos estudantes, eu Rárisson Ramon na qualidade de universitário concordaria em gênero, número e grau.


Entretanto, não devemos generalizar no uso de expressões, principalmente em meio radiofônico. Seria correto taxar de covarde o trio de estudantes maçons Luis Felipe Paiva (∴), Adriano Melo (∴) e recentemente o senhor Henrique Ray (∴)? Aliás nenhum universitário pode ser taxado de covarde. Cada um deles possui uma realidade diferente. 



Os tempos são outros e os atores também. A vida é marcada pelas transformações. Sou fã dos antigos universitários que não tinham medo de encarar políticos de Ipu e saim as ruas na defesa de seus direitos. Infelizmente, os neófitos universitários não herdaram essa cultura. E umas poucas andorinhas sozinhas não tem forças de fazer verão, embora já causem algum barulho!

Finalizo essa linhas dizendo que "pimenta nos olhos dos outros é refresco", não é Luiz Fernando Lopes. Interessante que as suas palavras de 05 de dezembro de 2012 ainda são atuais.






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Sobre Rárisson Ramon

Rárisson Ramon, de Ipu - CE de nascimento e criação, é acadêmico de direito, faz participações em rádio e é blogueiro.